Roda de Diálogo e Exposição ”Arpilleras: Bordando a Resistência”
06 de março de 2020
Na semana que se celebra o DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA AS BARRAGENS, EM DEFESA DOS RIOS E DA VIDA (14 de março), o MAB inicia uma série de ações que irão ocorrer nos dias 12/03 a 22/03 no Museu de Arte da Bahia e na cidade de Salvador, com o apoio da CESE, IPAC e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Participe!
Confira a programação:

MULHERES, ÁGUA E ENERGIA, NÃO SÃO MERCADORIAS!!!
Água e energia têm se tornado mercadorias como tantas outras, passíveis de serem compradas e vendidas pelo preço que interessar aos capitalistas, sofremos um processo de mercantilização dos bens naturais que deixam de atender as necessidades humanas para gerar lucro as transnacionais. Na vida dos atingidos e atingidas a situação é ainda mais grave: diversos direitos humanos são violados, em uma lógica perversa de que somos “custos” para a obra.
O MAB (Movimento dos Atingidos e Atingidas por Barragens), através da organização popular e da luta tem questionado essa lógica de mercado, adotada no Brasil, e denunciado à construção das barragens e ao modelo energético como um todo que onera a população com aumentos permanentes na conta de luz.
Na mostra “Arpilleras: Bordando a Resistência”, que acontecerá no Museu de Arte da Bahia de 12 a 22 de março, o Coletivo Nacional de Mulheres do MAB, expõe um recorte das graves violações dos direitos humanos sofridas, principalmente pelas mulheres, nas grandes obras que sangram rios e pessoas no Brasil. Cada peça exposta traz, de maneira artística, criativa e contundente, o testemunho diante da destruição de laços comunitários, a violência contra a mulher, a ausência de políticas públicas, o abuso no preço de luz e outras violações, que são temas comuns que permeiam a vida de todas as mulheres.
Nossas vidas precisam ser costuradas, precisamos encontrar o fio, a juta, a linha que irá reconstruir um sentido. Boa parte desse caminho se revela na organização da resistência às barragens. Assim as Arpilleras têm sido um caminho para denunciar nossas histórias negadas.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.