Ameaça à biodiversidade e resiliência do território
05 de julho de 2025
Ameaça à biodiversidade e resiliência do território
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.
Conforme o Relatório Anual do Fogo (RAF) do @mapbiomasbrasil, 64% da área afetada pelo fogo no Brasil entre 1985 e 2024 queimou mais de uma vez. Só o Cerrado teve 3,7 milhões de hectares queimados mais de 16 vezes em 40 anos!
Juntos, Cerrado e Amazônia concentram 86% da área queimada no Brasil. No Cerrado, 45% do bioma foi afetado pelo menos uma vez nos últimos 40 anos. Em 2024, a área queimada no Cerrado, de 10,6 milhões de hectares, representa um crescimento de 10% em relação à média histórica. Historicamente, o fogo natural no Cerrado era provocado por raios na estação chuvosa. No entanto, o que vemos hoje é um aumento expressivo de incêndios no período de seca, impulsionados pelo avanço predatório do agronegócio e pelo desmatamento que ameaça a socio biodiversidade dessas regiões – o que agrava e está diretamente relacionado com as mudanças climáticas. O avanço do fogo sobre as formações florestais é especialmente preocupante, ameaçando a biodiversidade e a resiliência desse bioma, como alerta Vera Arruda, pesquisadora do IPAM e coordenadora técnica do MapBiomas Fogo.
🔗 Para entender mais sobre a relação histórica do fogo com o Cerrado e os desafios atuais, convidamos a leitura do artigo ‘A luta da Comunidade Quilombola da Barra da Aroeira em defesa do seu território’ no site da Campanha.
Com informações do @mapbiomasbrasil.
Por assessoria de comunicação Campanha em Defesa do Cerrado

VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)