2ª Chamada Pública para Projeto Construindo a Resistência Democrática
26 de fevereiro de 2018
A ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, o Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) convidam organizações e movimentos populares para participar da 2ª chamada pública de seleção de projetos.
A finalidade do edital é apoiar processos de organização e articulação da sociedade civil brasileira, fortalecendo seu protagonismo na afirmação de direitos, da democracia e, em especial, do empoderamento das mulheres, colaborando para enraizar a resistência contra os ataques sofridos no momento político atual.
O projeto, financiado pela União Europeia, terá duração de quatro anos e desenvolverá vários produtos, tanto nas áreas de articulação – dando destaque para o MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil) -, de formação política, de comunicação, incidência e fomento de pequenos projetos. Nesta segunda chamada, serão beneficiados 25 projetos e aproximadamente 750 pessoas.
As organizações interessadas devem encaminhar as propostas até o dia 10 de abril de 2018 para o e-mail editais@cese.org.br. O apoio financeiro será de até R$ 8 mil.
Dúvidas e/ou outras questões também podem ser enviadas para o endereço editais@cese.org.br ou no telefone (71) 2104-5457.
Anexos:
2ª Chamada Pública do Projeto Construindo a Resistência Democrática
Roteiro para Elaboração de Projetos
Orientações para Elaboração de Projetos UE-ABONG
Outros contatos:
CESE
José Carlos Zanetti
editais@cese.org.br/(071) 2104-5457
ABONG
Pedro Bocca
projetos@abong.org.br /(11) 3237-2122
CFMEA
Masra Abreu / masra@cfemea.org.br
(61) 3224-1791
CAMP
Daniela Tolfo /daniela@camp.org.br / (051) 3212-6511
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.