O programa é apoiado pela agência de cooperação holandesa Wilde Ganzen e integra uma iniciativa internacional desenvolvida em cinco países do Sul Global: Brasil, Colômbia, Etiópia, Quênia e Nepal.
O PROJETO
O projeto Sementes de Mudança tem como objetivo fortalecer organizações e coletivos de jovens que atuam na defesa da justiça socioambiental, climática e da biodiversidade em diferentes territórios do Brasil. A iniciativa busca ampliar a capacidade de incidência política e de mobilização de recursos locais desses grupos, contribuindo para sua sustentabilidade e para o fortalecimento de suas ações em defesa de direitos.
O projeto surge em um contexto marcado pelo agravamento da crise climática, pelo aumento de eventos ambientais extremos, pelos conflitos territoriais provocados pelo avanço do agronegócio, da mineração e de grandes empreendimentos, além dos desafios representados pelo racismo ambiental e pelos retrocessos em políticas de proteção dos territórios e da biodiversidade. Ao mesmo tempo, reconhece e fortalece os processos de resistência construídos por organizações e movimentos populares que seguem mobilizados na defesa dos direitos humanos e da justiça socioambiental.
FORTALECIMENTO DAS JUVENTUDES
A iniciativa apoiará organizações e coletivos de juventudes, especialmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por meio de uma abordagem integrada que combina apoio financeiro, formação, articulação e acompanhamento institucional. O projeto valoriza as experiências locais e a diversidade das juventudes brasileiras, considerando suas múltiplas realidades sociais, culturais, raciais, étnicas, territoriais e de gênero.
ESTRATÉGIAS DE FORTALECIMENTO
Entre as ações previstas estão o apoio a projetos, o acompanhamento dos grupos apoiados, cursos de Mobilização de Recursos Locais e de Incidência Política, além da realização de grupos temáticos de discussão em formatos presenciais, virtuais e híbridos.
EXPERIÊNCIA E COMPROMISSO INSTITUCIONAL
A implementação do projeto se apoia na ampla trajetória da CESE no fortalecimento de organizações de base, em suas estratégias de formação, articulação, incidência política, comunicação e diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como em suas políticas institucionais voltadas para a justiça socioambiental e climática, equidade racial, equidade de gênero e valorização da diversidade.
APOIO
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.