- Home
- Notícias
- Segundo episódio da série “Não bote fé nas fake news” discute uso da mentira nas eleições
Segundo episódio da série “Não bote fé nas fake news” discute uso da mentira nas eleições
23 de maio de 2022
No segundo episódio da série “Não bote fé nas fake news”, Bianca Pyl e Luis Brasilino conversam sobre as relações entre desinformação e eleições com a Rosely Morais Sampaio, uma das coordenadoras da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito em Minas Gerais. A organização é uma das responsáveis pelo projeto de checagem “Mentiras do Éden”, especializado em notícias que envolvem o mundo religioso. O episódio traz também o testemunho de Wesley Teixiera, evangélico e liderança da Coalizão Negra por Direitos e do Movimento Negro Unificado, alvo de fake news e outros ataques quando se candidatou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro em 2020.
Em pauta, a forte disseminação de fake news entre grupos evangélicos, os tipos de mentira que circulam nessas comunidades, formas de dialogar e sensibilizar uma população que foi alvo de tantas campanhas de ódio nos últimos anos, as movimentações nos grupos de WhatsApp prevendo as eleições deste ano, o combate às fake news no período eleitoral e os impactos da desinformação para a democracia.
Ouça em seu tocador de podcasts favorito ou no site do Le Monde Diplomatique Brasil.
A série “Não bote fé nas fake news”, parceria do Guilhotina com a CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, analisa o fenômeno da desinformação e seus impactos entre as comunidades de fé. Para entender como o fundamentalismo religioso age por meio da desinformação e quais seus objetivos políticos, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem convidadas e convidados que pesquisam, atuam e que foram vítimas dessa fábrica de manipulação. Acompanhe em cinco episódios, publicados sempre às segundas-feiras.
Gravação, edição e sonorização: Rádio Tertúlia.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.