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Projeto Dabucury: Rede de Comunicadores e Comunicadoras Indígenas da Coiab realiza primeira oficina virtual de 2026
05 de março de 2026
A Rede de Comunicadores Indígenas da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) realizou, na terça-feira, 3 de março, a primeira oficina virtual de formação, reunindo comunicadores e comunicadoras indígenas de diferentes territórios da Amazônia.
Esse primeiro encontro abordou a análise da conjuntura política do Brasil para 2026, trazendo reflexões estratégicas para a atuação da comunicação indígena. Participaram como convidados Alcebias Sapará, vice-coordenador da Coiab, Edinho Macuxi, assessor político da Coiab, e Adriana Ramos, secretária executiva do Instituto Socioambiental (ISA), que contribuíram com análises sobre o cenário político nacional e internacional e seus impactos para os povos indígenas.
Com a participação de mais de 60 comunicadores e comunicadoras, a oficina também teve como objetivo preparar a rede para a cobertura do ATL 2026 e para coberturas de atividades nos territórios, fortalecendo estratégias de mobilização, incidência e produção de conteúdo. A coordenadora da Rede de Comunicadores Indígenas da Coiab, Kaianaku Kamaiurá, destaca a importância desse primeiro encontro virtual.
“Foi uma oficina importante para a nossa rede de comunicadores, porque trouxe um panorama de como está o cenário político de atuação da Coiab na Amazônia, além de ajudar a compreender a conjuntura nacional e como os acontecimentos no mundo impactam diretamente o nosso dia a dia, os nossos direitos e nossos territórios. Para nós, comunicadores, que precisamos comunicar com linguagem acessível para nossas comunidades, é fundamental ter essa formação para entender melhor o que está acontecendo no país e fora das nossas aldeias”, disse Kaianaku.
A atividade marca o início de uma série de encontros virtuais e presenciais previstos para 2026 no âmbito do Projeto Dabucury, que é uma iniciativa da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e a Coiab, com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A formação reafirma o compromisso do Dabucury com o fortalecimento da comunicação indígena como ferramenta estratégica de defesa de direitos, visibilidade das pautas dos povos da Amazônia e incidência política.
Sobre o Projeto Dabucury
Frente às ameaças de desmatamento, degradação ambiental, causas por diversos fatores de pressão nas terras indígenas, tais como: o agronegócio, mineradoras e demais empreendimentos de infraestrutura, nasce o projeto “Dabucury- Compartilhando Experiências e Fortalecendo a Gestão Etnoambiental das Terras Indígenas da Amazônia Brasileira”, uma iniciativa da CESE e da Coiab, com apoio do Fundo Amazônia/ BNDES a fim de apoiar projetos de gestão territorial e ambiental indígena, no intuito de avançar na implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e viabilizar o acesso das organizações indígenas aos recursos para realização dos seus projetos.
O Dabucury está estruturado em quatro componentes: Apoio técnico, gerencial e jurídico, Apoio a projeto, formação e comunicação. O componente de Comunicação Estratégica visa ampliar a difusão das boas práticas de gestão ambiental e territorial indígena. Além de envolver a capacitação da Rede de Jovens Comunicadores/as da Coiab, produção de materiais de divulgação e assessoria de comunicação digital.
Saiba mais sobre o Projeto Dabucury em www.dabucury.org.br
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.