Publicação da Campanha Primavera para a Vida 2020 está disponível
02 de outubro de 2020Realizada desde o ano 2000, a Campanha Primavera para a Vida tem o objetivo de ampliar a articulação com as bases das Igrejas, disponibilizando estudos bíblicos inspirados em demandas sociais vivenciadas pela CESE através da sua Diaconia pela defesa de direitos. A cada ano é escolhido um tema e elaborada uma publicação com subsídios bíblicos e teológicos para que as igrejas trabalhem nas suas reuniões, encontros, catequeses, estudos bíblicos e escolas dominicais. Os temas abordados expressam o compromisso da organização de estimular e contribuir com as igrejas em suas reflexões e posicionamentos na afirmação de uma Diaconia Ecumênica de de Direitos e da Casa Comum como espaço de pluralidade e diversidade onde todos e todas tenham direito à vida digna.
Este ano, tendo em vista o desmascaramento das profundas desigualdades existentes no país, e que foram agravadas pela pandemia do coronavírus, o tema escolhido foi: “As fomes do povo e as partilhas do reino de Deus em tempos de pandemia – ‘Porque tive fome, e me destes de comer’ (Mt 25.35a)”.

A proposta desta publicação é ajudar a refletir sobre os diversos tipos de fome que o nosso povo está enfrentando – fome de comida saudável, fome de justiça, de igualdade racial e de gênero, de democracia, de direitos; fome de espiritualidade e de uma mística capaz de trazer coragem, força, paz, resistência e resiliência nesses tempos difíceis – e como tem encontrado apoio e buscado alternativas para superá-las.
Muitas pessoas estão famintas por vida digna e necessitam de braços e vozes que as ajudem a saciar sua fome de justiça. Convidamos você a usar este material que traz PALAVRAS DA VIDA, inspiradas na PALAVRA DA BÍBLIA. São casos concretos de engajamento no tema, vidas de pessoas e de grupos que receberam apoio da CESE através das campanhas e dos projetos apoiados durante a pandemia da COVID-19.
Nossa gratidão à valiosa contribuição das pessoas que escreveram os textos, representando a diversidade de olhares das igrejas que compõem a CESE e que enriqueceram esta publicação com suas reflexões.
ACESSE A PUBLICAÇÃO:
https://cese.org.br/wp-content/uploads/2020/10/cese-apresentacao-web-2020.pdf
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VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.