Por uma cultura do diálogo: Vem aí, o Curso Itinerários Dialógicos
15 de junho de 2023
Se você tem o desejo de receber formação para fortalecer o protagonismo ecumênico e entende que o diálogo é o caminho para a superação das polarizações, o curso Itinerários Dialógicos foi pensado pra você. A ser realizado na modalidade on-line, é destinado a todas as pessoas interessadas nas relações entre fé e direitos humanos e espiritualidades.
Fruto de uma parceria entre CONIC e Instituto Sustentabilidade das Faculdades EST, e com o apoio da MISEREOR, o curso será uma oportunidade para aprofundar aspectos-bíblicos e teológicos do diálogo; movimento ecumênico e suas múltiplas formas de organização para a promoção do diálogo, diálogo ecumênico e direitos humanos, espiritualidades dialógicas.
“Esta é uma oportunidade especial para olharmos com atenção para as fragilidades dos caminhos dialógicos no Brasil”, afirma a secretária-geral do CONIC, a pastora Romi Bencke. “Por qual razão, afinal de contas, há tanta intolerância e impaciência para assumirmos o diálogo como uma resposta de fé em cenários conflitivos?”, questiona Romi.
Quem pode participar?
O curso está voltado para lideranças religiosas, leigas ou ordenadas, professores e professoras de ensino religioso e estudantes de um modo geral. Mas, via de regra, se você tem interesse em quaisquer dos assuntos acima, também está convidado/convidada a participar.
O que queremos
Promover ações articuladas de fortalecimento do diálogo e da atuação ecumênica entre lideranças religiosas e comunitárias diante dos desafios do contexto social atual brasileiro.
Quais são os itinerários a serem percorridos?
• Itinerário 1 – Aspectos bíblico-teológicos do ecumenismo e diálogo inter-religioso
• Itinerário 2 – Ecumenismo e organismos ecumênicos
• Itinerário 3 – Ecumenismo e Direitos Humanos
• Itinerário 4 – Espiritualidades Dialógicas
Cada itinerário terá 3 etapas
• Básico – 20 horas
• Intermediário – 40 horas
• Aprofundado – 60 horas
Opções de matrícula
Cada pessoa poderá realizar todas as etapas de cada itinerário ou apenas a etapa básica. Será certificada a pessoa que concluir, pelo menos, 20 horas de formação.
Há três opções de realização do curso:
Opção 1 – Completo
Curso completo (120h): até 2 de julho: R$ 100,00. Depois de 2 de julho: R$ 150,00
Opção 2 – Básico ou Intermediário ou Avançado
Para quem deseja realizar apenas o nível básico completo (20h): R$25,00
Para quem deseja realizar apenas o nível intermediário completo (40h): R$50,00
Para quem deseja realizar apenas o nível avançado completo (60h): R$75,00
Opção 3 – Itinerários, separadamente
Para quem deseja realizar apenas o Itinerário 1 (Aspectos bíblico-teológicos do ecumenismo e diálogo inter-religioso) em todos os níveis (básico, intermediário e avançado) (30h): R$40,00
Para quem deseja realizar apenas o Itinerário 2 (Ecumenismos e organismos) em todos os níveis (básico, intermediário e avançado) (30h): R$40,00
Para quem deseja realizar apenas o Itinerário 3 (Ecumenismo e Direitos Humanos) em todos os níveis (básico, intermediário e avançado) (30h): R$40,00
Para quem deseja realizar apenas o Itinerário 4 (Espiritualidades dialógicas) em todos os níveis (básico, intermediário e avançado) (30h): R$40,00
Inscrições
Para se inscrever em uma dessas modalidades, clique aqui.
Bolsas
O curso oferecerá bolsa para aquelas pessoas que não têm condições de assumir as taxas. Para mais informações, escreva para: itinerariosdialogicos@conic.org.br.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.