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Nota de Pesar e Solidariedade pela morte violenta e brutal da Yalorixá Bernadete Pacífico, líder da comunidade Quilombola de Pitanga dos Palmares e Defensora de Direitos
18 de agosto de 2023
Salvador 18 de agosto de 2023
Nota de Pesar e Solidariedade
”O Senhor abomina o que ama a violência”. Salmo 11,15
A Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE vem, por meio desta nota, demonstrar seu pesar e lamentar a morte violenta e brutal da Yalorixá Bernadete Pacífico, líder da comunidade Quilombola de Pitanga dos Palmares e Defensora de Direitos.
A CESE acompanhou a luta incansável desta grande líder para salvaguardar seu território, suas tradições religiosas e culturais e também sua busca por justiça pelo assassinato de seu filho Binho, ocorrido no dia 19 de setembro de 2017 no mesmo Quilombo. Em diversos momentos as lágrimas e o grito por justiça e por vida digna de Mãe Bernadete calaram fundo nos nossos corações.
Diante dos fatos, entendemos que este assassinato requer uma forte reflexão da sociedade civil organizada acerca das consequências diretas do racismo estrutural na Bahia; e cobramos do Estado o compromisso de uma resposta rápida e eficiente na apuração do crime dando conta de sua motivação, seus mandantes e executores.
A CESE se une a inúmeras organizações e movimentos da luta por direitos, para juntas, erguermos nossa voz denunciarmos esse crime, anunciando que continuaremos firmes na luta por Direitos e, de modo especial, antirracista.
A Bahia amanhece mais triste, diante de tanta violência.
PELO RESPEITO RELIGIOSO!
PELO FIM DA VIOLÊNCIA!
BASTA DE GENOCÍDIO DO POVO NEGRO!!
Coordenadoria Ecumênica de Serviço
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
