Ditadura Nunca Mais
29 de março de 2022
Há exatamente 58 anos, o Brasil vivia o período mais trágico da sua história política. Milhares de pessoas presas e torturadas. Centenas mortas e desaparecidas. Os direitos, individuais, coletivos e políticos, de expressão, organização e manifestação foram extintos. Não há o que comemorar! O saldo da Ditadura Militar foi alastramento das desigualdades, reafirmação do racismo, explosão das dívidas externas e submissão da soberania nacional aos interesses internacionais.
A população brasileira, em meio a inúmeras violências e repressões, trilhou caminhos da resistência para reconquista da democracia. A um alto preço, compreendeu que a democracia pertence ao povo. E hoje qualquer tentativa de retroceder, restringir liberdades, criminalizar movimentos sociais e subjugar a vontade popular não será aceita!
A CESE – organização ecumênica inspirada nos princípios da fé cristã, reafirma o seu compromisso com a radicalidade democrática e se alinha com quem exige a “Democratização da Democracia” para se alcançar um projeto de nação onde todos/as estejam verdadeiramente contemplados/as.
Com admiração e em homenagem aos/as que se sacrificaram na resistência ao golpe militar, trazemos o depoimento do nosso revolucionário amoroso, José Carlos Zanetti, e convidamos para a Marcha do Silêncio, ato político por memória e justiça, em Salvador (BA). A manifestação acontecerá na Praça Piedade, 16h, no dia 01 de abril e é organizada pelo @gtnmba, movimento no qual Zanetti ajudou a fundar e militou apaixonadamente por democracia e direitos humanos.
31 de março de 1964, data para lembrar, alertar e nunca mais acontecer!
#58AnosdoGolpeMilitar #DitaduraNuncaMais #DemocraciaSempre
Clique aqui para acessar o Memorial José Carlos Zanetti.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.