Desafios e avanços na luta das mulheres: um olhar sobre a conjuntura atual
11 de março de 2025
O movimento feminista tem avançado em todo o mundo, mas enfrenta desafios significativos diante do fortalecimento da extrema-direita e da retirada de direitos historicamente conquistados pelas mulheres. No Brasil, políticas conservadoras e o enfraquecimento de mecanismos de proteção têm impactado diretamente a vida de mulheres negras, indígenas e de populações periféricas.
Para analisar esse cenário, a reportagem publicada pelo Brasil de Fato, em parceria com a CESE, ouviu a educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia e militante da Articulação de Mulheres Brasileiras e da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco (PE), Analba Brazão Teixeira, que denuncia a violência contra mulheres negras, inclusive nos espaços religiosos, e a antropóloga Braulina Baniwa, que alerta para o avanço do capital internacional sobre os territórios indígenas e os desafios enfrentados pelas mulheres indígenas na luta por direitos.

“Trump é uma ameaça para nós. No Brasil, o inominável está forte. Quem leva internet para os territórios indígenas? A Starlink de Elon Musk. Todos os governadores da Amazônia são de direita. O governador do Pará vendeu vários territórios para o mercado de carbono. O poder político da direita está forte”, analisa Braulina Baniwa, ressaltando como a conectividade e a presença de grandes corporações impactam diretamente os povos indígenas.
Já Analba Brazão Teixeira destaca a importância da organização coletiva como ferramenta de resistência. “O que precisamos fazer é nos organizar em movimento”, afirma. Braulina complementa: “A educação é o caminho”, reforçando a necessidade de formação para que as mulheres indígenas ocupem espaços de poder e decisão.
Apesar dos retrocessos e da violência política e social, as lideranças reafirmam a importância da luta feminista e indígena como um movimento de resistência e esperança.
A reportagem completa pode ser acessada no Brasil de Fato
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.