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CESE recebe Seminário Inter-religioso sobre Direitos Humanos e Fundamentalismo Religioso
20 de maio de 2019
Analisar e refletir sobre o fenômeno do fundamentalismo religioso e suas consequências para os direitos fundamentais de todas as pessoas na sociedade brasileira atual foi o objetivo do Seminário Interreligioso “Direitos Humanos e Fundamentalismo Religioso”, promovido pelo CEBIC (Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs) em parceria com CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular) e CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), contou apoio da CESE.
O evento aconteceu no último final de semana (17 a 19) de maio na sede da CESE, em Salvador. E contou com uma metodologia participativa e vivências de espiritualidade no respeito à diversidade religiosa, muita troca de experiências, o que possibilitou o enriquecimento mútuo a partir das diferentes expressões de fé que estavam presentes.
Para Lucy Luz, do CEBIC a importância do seminário se manifesta na própria pluralidade dos participantes: “Havia pessoas do movimento católico, da Igreja Anglicana, Luterana, Presbiteriana, pessoas de comunidades alternativas religiosas e aqueles/as que não seguem qualquer religião, mas que estão preocupados/as com os fundamentalismos religiosos que se manifestam na conjuntura atual brasileira.”. E completa: “Nesse contexto, de mistura entre política, moral e religião, foi fundamental dialogarmos sobre a história do fundamentalismo, como ele surgiu e foi pensado como ferramenta para dominar territórios e oprimir pessoas.”.



Cecília Franco (Igreja Católica) e Haidi Jarschel (Igreja Luterana), ambas assessoras do CESEEP, facilitaram o compartilhamento das experiências dos/as participantes e provocaram reflexões acerca das igrejas e movimentos religiosos com os Direitos Humanos. O estudo sobre o fundamentalismo religioso permitiu compreender como essa prática contribui para a violação de direitos. Lucy Luz destacou como a percepção de cada pessoa frente aos dissabores da vida e das feridas pessoais e ancestrais foi um aprendizado efetivo para desconstruir preconceitos: “Ouvindo histórias, relatos e depoimentos, o grupo teve oportunidade de se desconstruir, se desnudar e assumir compromissos de luta. Isso foi a essência desse encontro”.
Na contramão de discursos de ódio e de intolerância religiosa, o seminário apontou para caminhos e práticas que apontam para uma cultura de paz, de respeito e de valorização da diversidade. “Foi um momento animador e esperançoso. Despertou possibilidades reias de promover a paz e nos encorajou a continuar lutando para que o Brasil seja um Estado Laico.”, afirmou a representante do CEBIC.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.