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CESE realiza visita institucional à CNBB e reforça compromisso com o diálogo ecumênico e inter-religioso
28 de julho de 2025
Por assessoria de comunicação da CNBB – publicado em 28 de julho na CNBB por Larissa Costa

Estiveram presentes a presidente da CESE, presbítera Anita Wright, e a diretora-executiva, pastora Sônia Mota, ambas da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). A iniciativa faz parte de uma agenda de visitas às lideranças das seis igrejas que integram a CESE: Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Aliança de Batistas do Brasil.
“A diretoria da CESE decidiu estabelecer um relacionamento mais próximo com as igrejas membros. Essa é a primeira visita à CNBB e no futuro iremos visitar também as outras presidências. Queremos abrir um diálogo mais próximo e mostrar o que a CESE tem feito nesse último ano, em seus 52 anos de caminhada”, explicou a presbítera Anita.

Durante a visita, foi destacada a relevância da CESE como organismo ecumênico na promoção da justiça social, dos direitos humanos e da solidariedade entre as tradições de fé. A presidente destacou que o desafio atual da entidade é ampliar ainda mais o alcance do diálogo:
“Não podemos ficar só no ecumenismo. Precisamos avançar no diálogo inter-religioso, especialmente com religiões de matriz africana, que têm sido parceiras na defesa dos direitos humanos e da justiça social”.

Para a diretora executiva, Sônia Mota, o diálogo com as lideranças das igrejas é essencial para fortalecer os laços institucionais e impulsionar ações conjuntas em tempos de desafios sociais e religiosos no país.
“Hoje vivemos um avanço do fundamentalismo religioso que tenta negar a importância do respeito entre diferentes tradições de fé. Por isso, como organização formada por igrejas, é fundamental solidificar os laços ecumênicos”, afirmou.

A visita também contou com o apoio do padre Marcus Barbosa, assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB e também membro da diretoria da CESE.
“O padre Marcus tem sido uma ponte importante entre a CNBB e a CESE, participando ativamente de nossas ações, como as missões ecumênicas”, destacou Sônia.
A presença da CESE na CNBB simboliza o compromisso conjunto das igrejas em promover uma sociedade mais justa, plural e fraterna, alicerçada no respeito mútuo e na atuação solidária diante dos desafios do presente.
Por Larissa Carvalho | Fotos: Giany Costa
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SOBRE NÓS
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.