CESE marcha pela democracia na abertura do Fórum Social Mundial
14 de março de 2018

Na 13ª edição do Fórum Social Mundial (FSM) e no ano em que a CESE completa 45 anos de atuação, a equipe de funcionários (as) se juntou aos milhares de militantes para clamar contra as violações de direitos sofridas em todo o mundo. Movimentos sociais, organizações populares, centrais sindicais, movimentos estudantis, delegações internacionais e agências de cooperação marcharam em torno do lema do “Resistir é criar. Resistir é transformar!”.
Para Dimas Galvão, Coordenador de Projetos e Formação da CESE, a participação da CESE no Fórum é uma oportunidade única, já que se trata de um evento para refletir sobre o contexto mundial de lutas por direitos travadas em todos os pontos do planeta: “O Fórum é momento alvissareiro. Estamos animados e animadas para participar. Espero que esse Fórum traga novas luzes para refletirmos sobre a realidade brasileira e avançarmos no processo de resistência para construir uma democracia plena e uma sociedade mais justa.”.



É a primeira vez que o evento é realizado em uma cidade do Nordeste desde que foi criado, em 2001. E apesar das dificuldades de organização, por conta da limitação de recursos e por causa da conjuntura desfavorável, a CESE tem a chance de dialogar e ouvir de forma mais direita os segmentos que apoia. “Apostamos no Fórum, porque esse intercâmbio ajuda a CESE a refletir seu papel neste cenário, para que desenvolva políticas e estratégias de enfrentamento à violação de direitos no contexto de retrocessos.”, aponta Dimas Galvão.
Maria Conceição da Cruz que veio do município de Codó (MA), está acampada na CESE, trabalha com agricultores e agricultoras extrativistas na economia solidária e íntegra a Associação de Formação e Capacitação dos Cocais. Ela destaca os motivos de estar no FMS 2018: “Estou aqui para dizer não a Temer, dizer não aos projetos e decisões do governo sem consultar o povo.” E completa sua fala com a esperança que grupos populares consigam avançar em suas lutas: “Acredito na força popular, na organização do povo do Brasil e do mundo que há uma esperança de transformar os dias difíceis que estamos vivendo.”.



Com essa mesma expectativa de mudança, Silas Santos, organizador do Acampamento Intercontinental da Juventude, destaca a importância da participação da Juventude na Marcha de Abertura do FSM: “Enquanto juventudes organizadas, participar desse ato é pautar, é mostrar que nós estamos presentes, que resistimos e lutamos! Porque na atual conjuntura política o que mais temos feito é resistido, se reinventado e criado novas maneiras de dialogar, de debater políticas públicas e resistir aos golpes e direitos ameaçados.”, afirma Silas. Para ele, a juventude tem o poder e a dinâmica de readaptação e resignificação, e o Fórum é um espaço propício para as novas ideias de resistência e transformação.
O FSM 2018 segue até o próximo dia 17 de março. Confira aqui a agenda da CESE no FSM 2018!
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.