CESE dá início para planejamento de 2023, ano em que celebra 50 anos!
30 de janeiro de 2023

2023 é um ano especial para a CESE: é chegado o momento em que a organização celebra 50 anos de história! Foram muitas parcerias, muitos diálogos e articulações, projetos apoiados, famílias beneficiadas. Diante das novas possibilidades e dos muitos desafios que já se apresentam neste começo de ano, a equipe da CESE se reuniu nas últimas quinta (26) e sexta-feira (27) para discutir o seu planejamento anual.
E muitas atividades já estão previstas dentro da programação dos 50 anos da CESE, dentre exposições, campanhas, realização de editais, formações, seminários, cursos, encontros envolvendo lideranças de diferentes regiões do Brasil, ações ecumênicas e inter-religiosas. Os setores administrativo financeiro e de projetos também fizeram um balanço do esperado para o ano.




Mas mais do que nunca, a luta segue ao lado dos povos indígenas, quilombolas, extrativistas e outras comunidades tradicionais, juventudes rurais e urbanas, das mulheres, das mulheres negras, das populações LGBTQIA+, com continuidade do trabalho priorizando as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o Cerrado, a Amazônia e o Pantanal. Algumas novidades serão apresentadas já neste primeiro momento.
A CESE terá um novo site a partir deste ano, com uma nova identidade visual e que trará novidades, inclusive no campo da inclusão. Também teremos disponível lá um manual de uso da logomarca da CESE, que poderá ser utilizada pelos grupos apoiados em seus materiais de divulgação dos projetos. Lá, serão encontradas orientações de como usá-la e também do que evitar neste momento.
As reuniões também foram marcadas por fortes análises de conjuntura, com destaque para a mudança no Governo Federal e as novas perspectivas a partir de agora, a situação dos povos Yanomami, a reconstrução dos órgãos importantes para a luta por direitos, como os conselhos nacionais, entre outras coisas. Teremos novas séries publicadas em nossas redes, novas iniciativas tocadas junto aos grupos, novos desafios e muita vontade de lutar.
Sônia Mota, diretora executiva da CESE, falou sobre a mudança nos ventos que vivemos, com a saída do ex-chefe do Governo Federal. “São tempos esperançosos. É uma vitória a saída do ex-presidente, conquistada com muita luta. Mas não podemos baixar a guarda. Seguiremos atentos e atentas para os desafios que, com certeza, se imporão, e cobraremos do novo governo que assuma seu compromisso com os Direitos Humanos.”




VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)