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Campanha Primavera para a Vida lança publicação com reflexões teológicas para cultivar sementes de esperança e justiça
19 de setembro de 2023
Lançada na roda de diálogo da Campanha Primavera para a Vida 2023, a publicação traz subsídios teológicos para inspirar as comunidades de fé a refletirem sobre o tema “Semeando boas sementes, regando a esperança – “A paz é fruto da justiça’’ (Isaías 32:17)”

A Campanha Primavera Para a Vida (PPV) ocorre há 22 anos. É o momento em que a equipe da CESE, Igrejas, movimentos sociais, pessoas parceiras, amigos e amigas da CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço se unem para celebrar a abertura de um novo ciclo, onde reafirmamos nosso compromisso de fé e afetos pela construção de um mundo mais digno e justo para todas. Esse ano, de modo especial, a campanha ocorre no contexto do Jubileu da CESE. São cinquenta anos semeando boas sementes e regando a esperança no solo do Brasil. As nossas sementes caíram em muitos solos e, até onde não era muito propício, elas floresceram.
Faz parte da tradição da PPV a construção coletiva de subsídios teológicos para inspirar as comunidades de fé a refletirem sobre um tema que relacione fé, esperança e a nossa luta cotidiana por justiça e equidade. Assim, surge a publicação que este ano tem a temática da campanha: Semeando boas sementes, regando a esperança e traz como divisa: “A paz é fruto da justiça’’ (Isaías 32:17).
E para falar dessas sementes fortes que guardam em si a potência do florescimento da paz como fruto da justiça, convidamos pessoas que representam as Igrejas que compõe a CESE para compartilhar conosco textos-sementes que nos inspirem a regar nosso jardim da vida com esperança e fé até que frutifiquem.
A publicação foi lançada durante a roda de diálogo da Primavera para a Vida, e traz como proposta a reflexão sobre a temática da campanha para que as igrejas trabalhem nas suas reuniões, encontros, catequeses, estudos bíblicos e escolas dominicais. Uma nova ferramenta para discussão coletiva também com organismos ecumênicos, movimentos sociais e organizações populares.

Os artigos são assinados por: Kezzia Cristina Silva e Waneska Bonfim (Diaconia); Pastora Carla Suzana Kruger e Pastor Renato Kuntzer (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil); Edmilson Schinelo (Centro de Estudos Bíblicos); Reverendo Adriano Portela (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil); Bárbara Aguiar, Erika Farias, Juliene Albuquerque, Nathalia Teixeira, Rafaela D’tony, e Rayane Lin (Coletivo Vozes Maria); Reverendo Vitor Sousa (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil); e Luís Padilha (Igreja Presbiteriana Independente do Brasil).
A publicação é composta ainda por “Histórias de vidas e resistências que regam a esperança”: Clarissa Trevas (Liberta Elas/PE); Makota Celinha (Centro Nacional de Africanidade e Afro-Resistência Brasileira – CENARAB/MG); Valdecir Nascimento (Rede de Mulheres Negras do Nordeste); Leandro dos Santos (Comunidade de Cocalinho e Guerreiro/MA); Tailani Wajuru Povo Wajuru/RO); Jorge Lima (GT das Juventudes Rurais do Bico do Papagaio/TO); e Padre Luiz Claudio da Silva (Comunidade de Santa Terezinha/MT).
Nossa gratidão à valiosa contribuição das pessoas que escreveram os textos, representando a diversidade de olhares das igrejas que compõem a CESE, e às pessoas que compartilharam suas histórias de luta e resistência para inspirar a semeadura ecumênica de esperança.
Desejamos uma boa leitura!
Clique aqui para acessar a publicação
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.