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Celebração marca abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã – SOUC 2025 – na Bahia
25 de maio de 2025

No último sábado (24), a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), localizada no bairro da Federação (Salvador/BA), sediou a abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã – SOUC 2025. A ocasião foi ainda mais especial por acontecer no contexto dos 100 anos de presença da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB – na Bahia.
Sob o tema “Crês Nisso? ”, este ano a SOUC aborda a unidade na diversidade inspirada no Concílio Ecumênico de Niceia.
A celebração reuniu representantes de diversas denominações, incluindo as Igrejas Presbiteriana Unida, Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Apostólica Católica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Batista Nazareth, além de movimentos como Focolares, Comunidade da Trindade e CEBI-BA, entre outras organizações baseadas na fé.
Uma celebração simbólica

O evento começou na capela, com a apresentação das igrejas e organizações ecumênicas presentes. Em seguida, os participantes seguiram em uma breve caminhada até o pátio, onde a Reverenda Bianca Daébs refletiu sobre a riqueza e a beleza da unidade na diversidade . Após uma oração compartilhada dirigida pelo CEBI- Ba, o grupo se dirigiu ao salão, onde foi lido o Evangelho João 11.17-26.
A meditação foi conduzida por Henrique da Trindade, que organizou a montagem simbólica de uma flor, cujas pétalas representavam cada instituição integrante do CEBIC, destacando sua contribuição para o ecumenismo na Bahia.

Destaques do encontro

A Pastora Camila Oliver, da Igreja Batista Nazareth, colocou na flor do CEBIC a pétala da CESE, ressaltando o papel da organização como testemunha do Evangelho atuanfo na defesa dos direitos humanos. Ela também destacou a importância do programa de Pequenos Projetos, que também tem apoiado ações diaconais das igrejas.
Ao final, a Pastora Sônia Mota (CESE/IPU) animou as pessoas presentes a darem testemunho do evangelho que professam e passou o banner da SOUC para as representantes da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no Alto do Cabrito, que sediará a próxima celebração. O encerramento foi marcado por uma bênção ecumênica coletiva, reforçando o compromisso com a unidade cristã.

Em Salvador a SOUC acontece durante duas semanas, antes do Pentecostes, devido ao número cada vez maior de igrejas que querem participar.
Fotos: Solange Amorim
Confira a programação em Salvador


VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.