INTRODUÇÃO
A CESE, organização ecumênica que atua na promoção, defesa e garantia de direitos, tem como missão fortalecer movimentos sociais, movimento ecumênico e inter-religioso, grupos populares e outras organizações, empenhadas nas lutas por transformações políticas, econômicas, sociais e ambientais que conduzam a estruturas em que prevaleça democracia com justiça na perspectiva dos direitos humanos e da integridade da casa comum.
Com atuação em âmbito nacional e priorizando as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a CESE se apoia num ecumenismo de direitos, mobilizando igrejas e organizações ecumênicas – em articulação com outras expressões de fé – para se posicionarem a favor da democracia e dos direitos, solidarizando-se com as lutas dos movimentos populares.
Em sua trajetória de cinco décadas, a CESE tem buscado dar concretude à sua missão por meio de estratégias de ação que envolvem o apoio a projetos, ecumenismo e diálogo inter-religioso, as atividades de formação, o diálogo e a articulação, bem como a incidência política. Todas essas são ações em que a Comunicação exerce uma função estratégica e determinante para os objetivos da instituição.
Desse modo, por meio de sua Política de Comunicação, a CESE estabelece diretrizes de ação, visando consolidar e potencializar a sua atuação em múltiplas frentes, partindo do duplo reconhecimento de que, neste campo, se impõem desafios a uma atuação pautada na defesa de direitos, equidade e igualdade, ao mesmo tempo em que está presente uma gama de potencialidades de articulação, resistência e engajamento junto às forças populares e democráticas.
O que mobiliza a CESE a desenvolver uma Política de Comunicação?
A Política de Comunicação da CESE é um instrumento vivo de orientação e monitoramento das práticas de comunicação da organização, cuja criação está amparada em um amplo processo de construção participativa, realizado entre 2020 e 2022. A partir de uma leitura de cenário, foi realizado um processo de avaliação externa da Comunicação que apontou para a necessidade da elaboração de uma Política que abranja e oriente outros processos internos de regulação da comunicação, como planos estratégicos, política editorial, manuais de identidade visual e procedimentos para construção de posicionamentos.
Cenário de origem da avaliação externa
A Comunicação é uma estratégia institucional extremamente importante para dialogar com a sociedade sobre direitos humanos, buscando fazer um contraponto à mídia hegemônica. Ao associar a participação/intervenção popular aos valores da democracia, a CESE está ajudando a gestar uma nova cultura no que diz respeito à compreensão desses direitos.
Sendo assim, a CESE busca comunicar estrategicamente sua atuação junto à sociedade, movimentos sociais, movimento ecumênico e apoiadores/as, como forma de amplificar e dar visibilidade às causas defendidas pelos movimentos e organizações parceiras com quem se articula.
Na última década, a comunicação institucional da CESE teve um aporte significativo para a estruturação do setor e para novas ações de comunicação externa.
No mesmo período, grandes modificações tecnológicas – como a internet de banda larga, o uso de smartphones e outros aplicativos de produção e edição – oportunizaram a adoção de outras formas e instrumentos nesse campo, facilitando a distribuição de novos conteúdos. Por outro lado, a criminalização das organizações sociais também se intensificou no período e nos impôs um olhar mais cuidadoso para questões relacionadas à segurança da informação e comunicação em todas as nossas estratégias e canais de comunicação.
Nesse contexto, a comunicação externa da instituição ampliou significativamente sua produção de conteúdo e compartilhamento de materiais das organizações populares e ecumênicas para distribuição em diversas redes e canais. Para cada retrocesso, um posicionamento.
Notas, notícias com depoimentos, entrevistas, podcasts e vídeos têm sido produzidos pela CESE e/ou em parceria com movimentos ecumênicos e sociais. Eventos públicos – como rodas de diálogo, missões ecumênicas, atos públicos e até shows – também têm sido estratégias utilizadas para ampliar a comunicação.
A construção participativa de uma Política de Comunicação da CESE
A metodologia participativa de construção de uma Política de Comunicação foi o caminho escolhido para dar conta de uma dupla intenção com este processo: uma dimensão pedagógico/formativa/formulativa da comunicação na CESE e a escuta/colheita para a elaboração de um documento com os primeiros acordos possíveis sobre a operacionalização das práticas comunicativas da organização.
Para dar conta do objetivo de construção participativa de um texto-base – com as diretrizes e insumos (chamados de primeiros acordos) – para uma Política de Comunicação da CESE, foi adotada uma metodologia de caráter dialógico e participativo, partindo da acumulação desenvolvida nos processos de avaliação e da construção de projetos pela equipe e diretoria CESE.
O resultado deste processo foi a primeira versão da Política de Comunicação da CESE, com acordos que serão exercitados e experimentados no biênio 2022–2024, processo que será acompanhado, documentado e monitorado visando a aplicação coerente, a validação a partir das práticas e os ajustes para a melhoria permanente da Política de Comunicação.
1. Fundamentos da comunicação
A comunicação da CESE tem como objetivos sensibilizar a sociedade para o engajamento na defesa dos direitos humanos e sensibilizar as bases das igrejas para a defesa de direitos. Atuamos com cuidado para produzir e compartilhar informação precisa.
Por meio de mídias próprias, a CESE contribui para formar um contraponto à mídia convencional, amplificando a visibilidade das causas defendidas pela instituição e pelas organizações parceiras.
Por meio de mídias próprias, a CESE contribui para formar um contraponto à mídia convencional, amplificando a
visibilidade das causas defendidas pela instituição e pelas organizações parceiras.
A comunicação da CESE atua para dar visibilidade a projetos apoiados e fortalecer:
- Os Direitos Humanos;
- A Democracia;
- A sua marca;
- As suas causas na sociedade, por meio de abordagens e fontes que projetam na cena pública vozes historicamente silenciadas, prezando pela qualificação da informação;
- As causas de seus parceiros/as;
- As causas das organizações populares e movimentos sociais;
- O diálogo inter-religioso;
- O diálogo entre as igrejas, o movimento ecumênico, OSCs e redes de outros campos;
- A sua capacidade de mobilização de recursos;
- As suas ações de incidência política.
Desta forma, a Comunicação atua em diálogo, parceria e articulação com todas as demais equipes da organização.
2. Premissas de Comunicação
A comunicação é estratégica para a CESE. Assim, a sua prática não se trata apenas de ação de divulgação das ações da CESE, ainda que a produção e a circulação de informações e conteúdos seja uma de suas atividades fundamentais. A CESE não é uma agência de comunicação.
3. Funções da comunicação
A partir das escutas internas dos setores, as decisões relacionadas à comunicação são tomadas pela Coordenação Executiva, em diálogo com a Direção Executiva.
A Comunicação cria e monitora periodicamente metas de alcance, sistemas de classificação de conteúdos e avaliação de tráfego nas redes e avalia periodicamente as suas ações.
A Comunicação tem as seguintes atribuições:
- Gestão da Comunicação institucional (marca CESE);
- Gestão de crises de imagem, reputação e comunicação;
- Criação, produção e gestão de conteúdos;
- Gestão da relação com a imprensa;
- Campanhas;
- Design das peças que a CESE produz;
- Elaboração e monitoramento de metas de engajamento, sistemas de classificação de conteúdos e métodos sistemáticos de avaliação de tráfego e gestão das métricas de redes;
- Atuação na agenda da comunicação como direito / direitos digitais.
Algumas destas atribuições são funções a serem desempenhadas pela equipe de Comunicação da CESE. Outras podem ser terceirizadas e, neste caso, o papel da equipe de Comunicação é supervisioná-las.
A produção de conteúdos de organizações parceiras e grupos apoiados não é uma atribuição da Comunicação.
4. Funções da equipe
Responsabilidades da equipe de Comunicação:
- Gestão da comunicação;
- Produção e gestão de conteúdos;
- Relação com a imprensa;
- Comunicação institucional (marca CESE).
- Campanhas institucionais;
- Produção de conteúdos para diálogo internacional;
- Design de todas as peças que a CESE produz;
- Produção de conteúdos para redes sociais;
- Interação nas redes sociais (curtir, comentar, compartilhar);
- Elaboração e monitoramento de metas de engajamento, sistemas de classificação de conteúdos e métodos sistemáticos de avaliação de tráfego e gestão das métricas de redes;
- Atuar na agenda da comunicação como direito / direitos digitais.
- Gestão de crises de imagem, reputação e comunicação.
A equipe de Comunicação também contribui com a produção de conteúdos para mobilização de recursos, atividades de incidência e divulgação de projetos apoiados.
5. Comunicação interna
As tarefas de Comunicação Interna são compartilhadas entre todos os setores da organização. Neste âmbito, a Comunicação funciona como “catalisador”, apoiando em processos relacionados a formatos, linguagens e meios.
Cada setor tem a responsabilidade de comunicar (internamente), registrar e arquivar adequadamente os assuntos de sua seara. É também dos setores a avaliação do que deve ser comunicado.
6. Conteúdos
A atuação da CESE no movimento ecumênico, no diálogo inter-religioso e com movimentos sociais se traduz em uma capacidade de ser ponte entre o cotidiano das lutas, o campo ecumênico e outros organismos (organizações, agências, imprensa).
É valorizada a participação da CESE em coletivos de comunicação e a construção de pautas compartilhadas. As parcerias com redes de comunicadores/as dos movimentos sociais, organizações ecumênicas e veículos de comunicação alternativos potencializam nossa comunicação, em especial no que diz respeito a denúncias de violações de direitos.
7. Gestão da marca
Coletivos e grupos populares podem aplicar a marca da CESE nas suas peças de comunicação e relatórios, desde que as ações divulgadas estejam relacionadas a projetos apoiados e iniciativas conjuntas, conforme o Manual de Identidade Visual que orienta o seu uso.
8. Posicionamentos
A CESE deve se posicionar publicamente, e com celeridade, apenas sobre aqueles temas que dizem respeito às suas pautas essenciais. A iniciativa de um posicionamento da CESE pode vir de diferentes setores.
A CESE valoriza a construção de posicionamentos coletivos, assinados pela organização e por redes e organizações parceiras.
O universo de parcerias e diálogos da CESE é fundamental para orientar a tomada de decisões quanto aos posicionamentos.
A aprovação de um posicionamento deve envolver, sempre, a Comunicação, a Direção Executiva e a Diretoria Institucional. Quando um posicionamento for aprovado, cabe à equipe de Comunicação disponibilizar o material a ser divulgado.
Para compartilhar posicionamentos de parceiros sobre temas da conjuntura, a comunicação deve consultar a Coordenação Executiva.
São porta-vozes da CESE: o/a Presidente, a Diretoria Executiva e a Coordenação Executiva, cada um/a em sua especialidade. Cabe a esse conjunto identificar a melhor representação para a demanda na qual se faz necessário o posicionamento institucional. Em caso de injúria e
Cabe à Equipe de Comunicação, em diálogo com a Diretoria Executiva, eleger eventuais porta-vozes para outras situações específicas.
Para casos de ofensa, discurso de ódio, racismo e outros conteúdos discriminatórios em resposta ao trabalho da CESE, a equipe de Comunicação, tem como procedimento:
- Manter o posicionamento político-institucional;
- Não responder a agressão diretamente;
- Denunciar o comentário;
9. Fontes e temas
São fontes de informação para a produção de conteúdos:
- Os/as representantes de projetos apoiados (agentes de projetos);
- Os movimentos e organizações parceiras;
- Representantes de igrejas e de organizações ecumênicas;
- Pesquisadores e pesquisadoras.
Os temas prioritários para a produção de conteúdos da CESE são aqueles relacionados à sua agenda de atuação.
A equipe poderá representar a entidade nos posicionamentos públicos, desde que previamente acordado com a Direção Executiva e a Coordenação da CESE.
Quem fala em nome da CESE não deve emitir opinião pessoal, especialmente de natureza política, que não reflita as posições oficiais da organização.
10. Relacionamento com públicos
A CESE é vista por parceiros como uma organização que tem um papel de pautar temas e potencializar processos, portanto, tem uma comunicação voltada para públicos próximos / dentro do campo ecumênico, já que é composta por igrejas cristãs e atua em diversos temas e agendas, com o objetivo de fazer com que esses públicos entendam a importância da defesa de direitos para a justiça social.
Constituem público-alvo da produção de conteúdos CESE, com maior presença em ações do cotidiano:
- Organizações apoiadas (inclusive Movimentos sociais e organizações da
- sociedade civil / segmentos da sociedade civil com os quais a CESE tem relação por apoiar projetos)
- Apoiadores (fundações, institutos e agências de cooperação)
- Organizações internacionais
- As lideranças e representações de base de igrejas e organizações ecumênicas.
Há públicos menos presentes no cotidiano da CESE que, no entanto, tornam-se público-alvo em contextos, estratégias ou projetos específicos. São eles:
- As “pessoas comuns”;
- A Academia / Universidade.
Outros públicos
A CESE busca dialogar com as imprensas alternativa, independente e comercial / meios de massa por meio da produção de releases, realizada pontualmente em eventos ou acontecimentos em que esta articulação é considerada estratégica.
A CESE utiliza o canal e-mail e o formato posicionamento para se comunicar com autoridades e integrantes do Poder Público quando esta articulação é considerada estratégica.
Em iniciativas de mobilização de recursos com pessoas físicas, estes/as possíveis “apoiadores/as” se convertem em público prioritário.
Em geral, a atribuição de relação com a imprensa é executada pela equipe de Comunicação de forma a reagir a solicitações. Quando esta relação precisa ser mais “ativa”, a equipe de Comunicação contrata e supervisiona o trabalho de assessoria específica. Em iniciativas como eventos, campanhas e ações de incidência, a imprensa pode ser considerada público prioritário e demandar este tipo de serviço. Para estas atividades, desenvolve-se plano específico de comunicação, supervisionado pela Equipe e executado por fornecedor/a terceirizado/a.
Cabem à equipe de Comunicação da CESE a produção, o gerenciamento e a autorização do uso de depoimentos e imagens de seus públicos, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para que possam ser divulgados no site e nas redes sociais.
11. Comunicação Digital
11.1 SITE
O site www.cese.org.br é o principal canal de comunicação da CESE online. Nele são divulgadas as parcerias, os projetos e as principais ações da organização, por meio de matérias, artigos, notícias, vídeos, podcasts, depoimentos e outros. Na página principal do site estão os telefones, endereço e e-mail para contato direto com a organização.
Cabe à equipe de Comunicação selecionar, produzir ou editar o material que será divulgado no site, sendo de sua responsabilidade a aprovação, quando necessária, com os autores.
A equipe de Comunicação deverá ser consultada caso se julgue necessária a criação de sites para divulgação de iniciativas específicas (campanhas ou eventos). O registro de métricas do site deve ser feito pela equipe de Comunicação.
A CESE segue a Lei Geral de Proteção de Dados e disponibiliza em seu site sua POLÍTICA DE PRIVACIDADE, que informa como a organização utiliza os dados das pessoas físicas que acessam o seu endereço, bem como quais são os direitos do titular de dados.
A CESE integra no seu portal sites das agências de cooperação internacional e redes da qual faz parte.
A criação e a manutenção de sites devem ser orientadas por procedimentos específicos.
Em seu portal, a CESE dá visibilidade aos sites das agências de cooperação internacional e redes da qual faz parte, disponibilizando os respectivos links de acesso.
Cabe à equipe de Comunicação buscar alternativas para tornar o site mais acessível para pessoas com deficiência. Leitores de tela, tradução em libras e adaptações compatíveis com a utilização de tecnologias assistivas são recursos disponíveis pela organização para possibilitar a navegação na web.
11.2 REDES SOCIAIS
A atuação nas redes sociais está alinhada à missão da CESE.
As políticas institucionais (de gênero, equidade racial, de privacidade etc.) servem como elementos orientadores da atuação da CESE nas redes, assim como em espaços presenciais.
Nessas mídias, a organização comunica suas ações diárias e projetos apoiados, além de pautas gerais sobre a defesa de direitos, interagindo com seus públicos.
O relacionamento com os públicos nas redes sociais está pautado pelo diálogo e pela colaboração e não apenas pela divulgação de conteúdos.
A gestão do uso das redes sociais (produção de conteúdos, publicação, interação com conteúdos, interação com outras páginas) é de responsabilidade da equipe de Comunicação, que deverá indicar quais pessoas da equipe terão permissão para administrar os perfis institucionais.
A CESE não tolera qualquer opinião com conteúdos discriminatórios em relação à raça, credo / religião, cor, gênero, orientação sexual, qualquer tipo de deficiência, classe ou idade.
Para casos de ofensa, discurso de ódio, racismo e outros conteúdos discriminatórios em resposta a postagem da CESE, a equipe de Comunicação tem como procedimento:
- Manter o posicionamento político-institucional;
- Não responder a agressão diretamente;
- Denunciar o comentário;
- Ocultar o comentário, recolher e guardar o registro como possível prova em caso de judicialização da ação;
Ao se fazer presente nas redes sociais, a CESE busca, prioritariamente, estreitar o relacionamento com seus públicos. São mídias sociais da CESE:
instagram.com/CESEdireitos
facebook.com/cesedireitos
YouTube.com/CESEdireitos
Flicker.com/CESEdireitos
Twitter/cesedireitos
Medium/cesedireitos
11.3 E-MAILS
O relacionamento oficial da equipe executiva da CESE através de e-mails com todos os públicos acontece com identificação @cese.org.br. O e-mail oficial para envio de mensagens é o cese@cese.org.br, conforme listado na página principal do endereço www.cese.org.br
Quinzenalmente, a organização envia o boletim CESE INFORMA, através do endereço para todas as pessoas cadastradas em nosso banco de dados de endereços eletrônicos.
O cadastro está disponível no link: https://www.cese.org.br
- Mobilização de recursos
A atividade de mobilização de recursos é institucional e perpassa todos os setores da organização. Cabe à equipe de Comunicação a produção de conteúdo para mobilizar recursos.
13. Formação
Neste âmbito, a Comunicação tem como atribuição exclusiva a facilitação apenas das formações relativas às agendas da área.
Cabe à equipe de Comunicação a produção de conteúdos e peças para divulgação das formações promovidas pela CESE.
14. Eventos
São “eventos internos” aqueles direcionados aos públicos de dentro da CESE (equipe, direção institucional, etc.); são “eventos externos” aqueles voltados aos públicos de fora da CESE (redes, organizações parceiras, movimentos sociais, grupos apoiados, etc.).
A organização e a realização de eventos externos são uma atribuição compartilhada entre todos os setores da CESE.
A organização e a realização de eventos internos são orientadas/coordenadas pelo setor/pessoa proponente da ação.
Cabe à equipe de Comunicação produzir conteúdos e peças para divulgação dos eventos internos e externos.
Quando o evento externo é realizado em parceria, o setor envolvido é responsável por sua organização e realização.
Eventos externos de grande porte que envolvem grande público (atos, mobilização ou campanhas) são realizados com apoio de pessoas e/ou empresas terceirizadas, supervisionados pela equipe de Comunicação e pela equipe do setor responsável pelo evento (quando se aplica).
15. Comunicação Visual e Impressa
A CESE produz materiais de comunicação visual e impressos (banners, folders, publicações) para utilização durante ações presenciais (eventos, atos, reuniões, formações).
A criação e a produção desses materiais obedecem a orientações do Manual de Identidade Visual.
16. Campanhas
As campanhas da CESE são ações coletivas, com tarefas distribuídas entre setores, e devem estar em sintonia com as políticas institucionais.
A atuação neste campo é orientada pelos temas que a CESE pauta e pela agenda dos movimentos, com o objetivo de aproximar seus públicos da defesa de direitos para a justiça social.
As orientações políticas de campanhas autorais (objetivo, tema, estratégia, público etc.) são definidas com apoio da Comunicação em diálogo com a Coordenação Executiva e a equipe do setor que coordena a iniciativa.
Cabe à equipe de Comunicação a produção de conteúdos e peças para divulgação das campanhas promovidas pela CESE, eventualmente, com contratação de fornecedores externos.
Esta Política de Comunicação foi elaborada tendo como base processo de avaliação e escuta realizado entre 2020 e 2021. Sua aprovação final ocorreu em Junho de 2022, quando passou a ser imediatamente adotada e implementada. Uma revisão desta Política está prevista para Março de 2023, tendo como base o processo de implementação e monitoramento a ser realizado ao longo de 2022.
CAMINHOS PARA IMPLEMENTAÇÃO
Fazer a revisão do texto das políticas referenciais e institucionais, dos principais documentos e dos canais de comunicação da CESE de forma a fazer ajustes que incorporem os pressupostos desta política;
Monitorar e avaliar a implementação desta política, fazendo ajustes quando necessário em articulação com momentos coletivos mistos e específicos, com pessoas que se autodeclarem negras e com as não negras;
Criar espaços para acolhimento, reflexão e encaminhamentos sobre os casos de racismo ocorridos no ambiente institucional ou não, bem como, orientar e apoiar as vítimas;
Assegurar que o processo de Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização utilize uma metodologia e adote instrumentais que abordem e evidenciem a questão racial e possibilitem a mensuração de resultados e impactos do trabalho da CESE.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.