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CESE lança concurso cultural “Você com a CESE na 5ª edição do show Música e Direitos Humanos”
14 de março de 2025
CESE lança concurso cultural “Você com a CESE na 5ª edição do show Música e Direitos Humanos”
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.
A Coordenadoria Ecumênica de Serviço lança o concurso cultural “Você com a CESE na 5ª edição do Show Música e Direitos Humanos”, que premiará a frase mais criativa com um par de convites para o Show Música e Direitos Humanos 2025. O evento acontece no dia 4 de abril, na Concha Acústica de Salvador e reúne, em parceria inédita, a Orquestra Afrosinfônica, regida pelo Maestro Ubiratan Marques e a cantora Marisa Monte como convidada.
Os/as participantes devem seguir os perfis oficiais da CESE (@cesedireitos) e da Orquestra Afrosinfônica (@orquestraafrosinfonica) no Instagram, curtir a publicação oficial do concurso e garantir que seu perfil seja público. A frase de participação deve ser enviada exclusivamente pelo formulário disponível no link da bio do perfil @cesedireitos. Para concorrer, a pessoa interessada deve responder à pergunta: “Por que é importante fortalecer a luta pelos direitos humanos no Brasil?”
Cada participante poderá enviar apenas uma frase, e o período para envio será entre os dias 14 a 21 de março. Participações feitas por outros meios não serão aceitas. A comissão julgadora, composta pela equipe da CESE, escolherá a resposta mais criativa. O resultado será divulgado no dia 28 de março, no feed do perfil @cesedireitos no Instagram.
O prêmio será um par de convites para o Show Música e Direitos Humanos, a ser retirado na sede da CESE, localizada na Rua da Graça, 164 – Graça (Salvador – BA), no dia 4 de abril, até às 15h. Para garantir a premiação, o(a) vencedor(a) deverá entrar em contato pelo WhatsApp (71) 99978-7846 dentro de 48 horas após a divulgação do resultado.
Vale lembrar que o concurso é válido para todo o Brasil, sendo restrito a pessoas físicas, maiores de 18 anos. O concurso não cobre custos de deslocamento para o evento e os ingressos são pessoais e intransferíveis. Funcionários/as da CESE não podem participar da promoção.
Confira o regulamento completo:






VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.