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Ouça o 2º episódio da série Território Vivo: “Comunidades de Fundo e Fecho De Pasto: vozes da resistência”
19 de junho de 2023

Está no ar o segundo episódio da série especial “Território vivo: o combate às mudanças climáticas no Cerrado”. Esta é uma parceria do Guilhotina, o podcast do jornal Le Monde Diplomatique Brasil, com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), e apoio técnico da Rádio Tertúlia.
Ouça em seu tocador de áudios favorito ou no site do Le Monde Diplomatique Brasil.
O episódio traz a experiência das comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto, principalmente as do oeste da Bahia, que enfrentam diversas violações por conta do avanço do agronegócio, incluindo a grilagem de terras e ataques diretos por arma de fogo. Elas estão inseridas na região do Matopiba, formada por áreas majoritariamente de Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Quem fala sobre a existência e resistência dessas comunidades no segundo episódio da série Território Vivo são Jamilton Carrerinha e Sandra*, além de Joice Bonfim, da Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais (AATR).
Neste especial abordamos o combate às mudanças climáticas sob a perspectiva dos direitos territoriais dos povos e comunidades do Cerrado. São quatro episódios quinzenais que mostram como os modos de vida de diferentes comunidades contribuem para a regulação do clima e a conservação do bioma.
Ficha técnica
Apresentação e roteiro: Bianca Pyl e Luís Brasilino
Apoio de produção: Tarcilo Santana e Olga Matos
Edição: Beatriz Pasqualino
Sonorização: André Paroche
Suporte executivo: Raíssa Lazarini
A identidade visual de “Território vivo: o combate às mudanças climáticas no Cerrado” foi criada pelo Coletivo Trama. Para a construção da arte deste episódio, foram utilizadas fotografias cedidas por Gui Gomes/Repórter Brasil e Thomas Bauer. Também contamos com apoio da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. Agradecemos a contribuição de todos e todas.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.