Tenda Inter-Religiosa do FAMA: veja os objetivos e inscreva-se no Tour
01 de março de 2018
Neste mês de março, Brasília sediará dois grandes eventos relacionados à água.
O primeiro é o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), organizado e protagonizado por organizações da sociedade civil que compreendem a água como direito e não como mercadoria. A data de realização do FAMA será de 17 a 22 de março.
O segundo é o Fórum Mundial da Água (FMA). Organizado pelo Conselho Mundial da Água, reunirá corporações empresariais e organizações públicas interessadas no estabelecimento de parcerias público-privadas, incluindo a privatização, para a gestão da água.
O CONIC, junto com outras organizações, está empenhado na organização da participação ecumênica e inter-religiosa no FAMA. Para tanto, está organizando uma Tenda Inter-religiosa em defesa da água como direito.
Os objetivos da Tenda são:
– Reforçar a dimensão espiritual da água e a afirmação da água como um bem comum, que não pode ser privatizado, mas deve estar à disposição de todos os seres vivos;
– Fortalecer as articulações nacionais e internacionais em defesa da água;
– Ampliar processos de incidência em defesa da água no Brasil e no mundo;
– Aprofundar a relação entre a democracia e a superação das desigualdades econômicas e sociais como estratégia para a superação das mudanças climáticas.
A Tenda Inter-Religiosa será a única Tenda temática do FAMA.
Em breve você poderá conferir a programação completa da Tenda.
Tour de Violações e Alternativas

No âmbito da Tenda Inter-Religiosa, o CONIC organizará, no dia 18 de março, o “Tour de Violações e Alternativas”, uma atividade autogestionada que visitará pontos específicos no Distrito Federal onde a questão da água sofre pressões de todos os lados.
A participação nesse Tour dará aos presentes uma noção bem clara de como a água é, muitas vezes, tratada com verdadeiro descaso pelas autoridades e demais atores interessados. Também será uma oportunidade de conhecer pessoas incríveis que, dia após dia, lutam para ter um pouco de acesso – ainda que precariamente – a este recurso tão precioso.
CLIQUE AQUI e veja todas as informações sobre o Tour.
CLIQUE AQUI e inscreva-se (só poderá participar quem fizer inscrição).
Fonte: CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.