CNBB elege nova diretoria e promove celebração ecumênica em Aparecida do Norte (SP)
09 de maio de 2019O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, em Aparecida do Norte (SP), elegeu nesta quarta (8) Dom Walmor Oliveira de Azevedo como novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – mantendo a linha progressista da institução, alinhada aos ideais do papa Francisco.
Em mensagem após a eleição, Dom Walmor pregou a defesa dos mais vulneráveis. “Nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça”, disse, em nota.
Para o presidente da CESE, Padre Marcus Barbosa, a escolha reflete as opções do Evangelho de Jesus Cristo. “O Espírito Santo conduziu a Assembleia para eleger uma boa Presidência, que nos manterá no caminho da Boa Nova do Reino de Deus. A opção que deve ser, sempre é a da Igreja. E aí não deve e não cabe espaço para disputas de interesses ideológicos, mas de se manter firme e viva as opções de Jesus: amor a Deus que se desdobra no compromisso com os irmãos, sobretudo os mais frágeis e pobres”, pondera.
Celebração ecumênica
Um grupo formado por seis lideranças de diferentes confissões religiosas cristãs deu um sinal de unidade na terça-feira, 7 de maio, durante a Celebração Ecumênica, realizada em meio à Assembleia Geral da CNBB. Junto ao episcopado católico, as diferentes religiões expressaram que têm como horizonte comum o fortalecimento da unidade entre os cristãos.
Participaram da celebração, além dos bispos da 57ª Assembleia, a pastora Silvia Genz, presidente da IECLB; padre Gregório Teodoro, da Igreja Ortodoxa Antioquena; o pastor luterano Inácio Lemke, presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC); a pastora Anita Wright, moderadora da Igreja Presbiterana Unida (IPU); a pastora da IPU, Sônia Mota, diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE); e o pastor Paulo César Pereira, presidente da Aliança Batista do Brasil (ABB).
“Nesses tempos difíceis e delicados, é bonito demais ver as nossas Igrejas não apenas com palavras ou discursos, mas com ações muito relevantes para a sociedade tão turbulenta e injusta com os pobres. A resposta das Igrejas sempre foi, mas hoje, mais ainda, deve ser o seu Testemunho! Ser sal e luz no mundo! Fermento na massa!”, celebra o presidente da CESE diante do encontro ecumênico e da eleição da nova diretoria da CNBB.
(Com informações da CNBB e Estado de S. Paulo)
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
‘Seguimos sendo uma igreja profética, que transforma palavras em ações e apoia aqueles povos que historicamente sofrem as consequências das desigualdades. Saio deste momento com muita gratidão. Parabéns à CESE por, em nome das igrejas, estar comprometida com a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a luta dos povos e comunidades tradicionais em todo o território nacional. Continuem contando conosco.” – Pastor Mauro Batista de Souza (IECLB).
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
“Sou a presidente aqui da Comunidade Quilombola Menino Jesus e é um prazer, uma honra, receber o pessoal das igrejas que fazem parte da CESE. A gente sempre gosta de receber pessoas, tanto daqui de perto quanto de longe, e com vocês não foi diferente. Sempre procuramos dar o nosso melhor para acolher quem chega e para mostrar um pouco da nossa comunidade e da nossa luta. Falar do nosso quilombo é motivo de muito orgulho para nós. Temos orgulho de ser quilombolas, da nossa história e da nossa identidade”