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3ª Chamada Pública de seleção de projetos “Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática”
05 de abril de 2019
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, o Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) convidam organizações sociais e movimentos populares para participar da 3ª chamada pública de seleção de pequenos projetos.
A Chamada faz parte do Projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática, financiado pela União Europeia no Brasil e que tem objetivo de apoiar processos de organização e articulação da sociedade civil brasileira, fortalecendo seu protagonismo na afirmação de direitos e da democracia, envolvendo atividades de incidência, formação, comunicação e apoio a projetos.
Desde que as chamadas foram lançadas, a partir de 2017, fatos relevantes no contexto político e social brasileiro alteraram-se preocupantemente, reforçando ainda mais o sentido de fortalecer a resistência da sociedade civil em defesa da democracia, dos direitos humanos e enfrentamento dos casos de criminalização dos movimentos e organizações populares e defensores/as, que se mobilizam na legítima defesa de direitos, ameaçados pelo retrocesso democrático, desmonte de políticas públicas, aumento de forças conservadoras, recrudescimento da violência institucional.
Já foram apoiados, desde o início do Projeto, propostas de 40 organizações e movimentos sociais de todas as regiões do Brasil, prioritariamente do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, envolvendo, em dados ainda parciais, cerca de 3.000 pessoas sendo 1.800 mulheres, e beneficiando uma diversidade de lutas e experiências populares do campo e da cidade.
Nesta terceira e última chamada do Projeto, serão beneficiadas 10 (dez) organizações, com projetos no valor máximo de R$10 mil reais.
As propostas devem ser apresentadas em formulário-padrão e enviadas exclusivamente para o endereço de e-mail editais@cese.org.br
Período de inscrições: 05/04 a 12/05/2019
Todas as informações necessárias estão disponíveis no edital da 3ª Chamada Pública. Dúvidas e/ou outras questões também podem ser enviadas para o endereço editais@cese.org.br ou pelo telefone (71) 2104-5457.
ANEXOS:
3ª Chamada Pública – 2019: Projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática
Roteiro para Elaboração de Projetos UE-ABONG2019
Orientações para Elaboração de Projetos UE-ABONG 2019
Outros contatos:
CESE – José Carlos Zanetti / editais@cese.org.br / (71) 2104-5457
ABONG – Pedro Bocca / projetos@abong.org.br / (11) 3237-2122
CFEMEA – Masra Abreu / masra@cfemea.org.br / (61) 3224-1791
CAMP – Daniela Tolfo / daniela@camp.org.br / (51) 3212-6511
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.