FEACT Brasil projeta futuro e fortalece atuação ecumênica em encontro nacional
10 de setembro de 2025
FEACT Brasil projeta futuro e fortalece atuação ecumênica em encontro nacional
Recurso de acessibilidade: versão em áudio do texto.

Coordenação do Fórum Ecumênico ACT Brasil se reúne em Salvador para planejar próximos passos
Entre os dias 8 e 10 de setembro, em Salvador (BA), a Coordenação do Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT) realizou sua reunião anual para avaliar o percurso recente e traçar prioridades para o próximo biênio. O encontro contou com a participação das organizações que compõem a Coordenação — CESE, Koinonia, FLD-COMIN-CAPA, Diaconia e CONIC — além de representantes de organizações convidadas parceiras: CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular), Coletivo Bereia, PAD (Processo de Articulação e Diálogo) e CEBI (Centro de Estudos Bíblicos).
O FEACT Brasil é uma articulação formada por 23 organizações baseadas na fé, incluindo sete igrejas, que há 23 anos promovem iniciativas de incidência e cooperação ecumênica em defesa do Estado Democrático Laico e de Direito. O Fórum integra a Aliança ACT, uma coalizão global que reúne 151 organizações e igrejas atuantes em mais de 125 países.
Reflexão sobre o movimento ecumênico e avaliação do FEACT


A programação foi organizada em três sessões. A primeira trouxe reflexões sobre o papel do movimento ecumênico no Brasil e os caminhos percorridos pelo FEACT, com contribuições de organizações parceiras. Na sequência, foram debatidos os principais pontos da avaliação externa realizada em 2023, que apontou desafios e oportunidades para fortalecer a articulação e ampliar sua incidência no contexto atual.
Construção coletiva do plano de ação


O terceiro momento teve como foco a elaboração do Plano de Ação 2025/2026, definindo estratégias conjuntas para os próximos anos. Entre os temas discutidos estiveram: sustentabilidade ecumênica e financeira, participação nas mobilizações da sociedade civil durante a COP 30, atuação conjunta em torno da agenda de gênero e direitos, fortalecimento da articulação com fóruns ecumênicos regionais e globais, além de estratégias para ampliar a visibilidade pública do Fórum.
Com base nesse processo coletivo, a Coordenação reafirmou o compromisso de fortalecer a missão do FEACT como espaço ecumênico de diálogo, cooperação e incidência política em defesa da democracia, dos direitos humanos e enfrentamento aos fundamentalismos.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.