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Posse do CONFOCO Bahia reafirma importância da parceria entre Estado e sociedade civil
24 de setembro de 2025


Na última terça-feira (23), foi realizada a posse dos novos integrantes do Conselho Estadual de Fomento e Colaboração da Bahia (CONFOCO-BA), que atuarão na gestão 2025–2029. O Conselho é um espaço de participação social que busca fortalecer a relação entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs), contribuindo para a formulação, acompanhamento e aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para parcerias.
Criado a partir das diretrizes do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), aprovado em 2014, o CONFOCO da Bahia foi o primeiro conselho estadual instituído no país. Seu papel é analisar e propor melhorias em normas e procedimentos, difundir informações e elaborar recomendações que assegurem a transparência, a eficiência e a democracia na relação entre Estado e sociedade civil.
Durante a cerimônia, Eliana Rolemberg, representante da CESE no Conselho desde a sua criação, destacou a relevância da Bahia na consolidação dessa agenda:
“Hoje o MROSC não é mais uma palavra desconhecida, mas um instrumento que mobiliza e orienta a parceria entre governo e sociedade civil. Essa parceria fortalece a democracia e abre caminhos para novas formas de atuação conjunta”, afirmou.
Eliana relembrou também o contexto político que impulsionou a mobilização pelo MROSC nos estados: “Após o golpe de 2016, percebemos que seria cada vez mais difícil avançar no âmbito nacional. Foi então que voltamos os esforços para os estados, e a Bahia teve um papel fundamental na criação do primeiro CONFOCO Estadual”, ressaltou.
Um dos avanços destacados por ela é a ampliação do mandato dos conselheiros de dois para quatro anos, com alternância entre poder público e sociedade civil na presidência a cada biênio. “Esse novo formato permitirá aprofundar o trabalho, fortalecer as raízes do Conselho em todo o território baiano e ampliar a participação social de maneira criativa e inovadora”, disse Eliana.
Diversidade que fortalece a democracia


Em sua fala, Eliana também ressaltou a diversidade como valor essencial na construção do CONFOCO: “Imagino que essa nova participação é como uma primavera: bonita porque suas flores não são iguais. E é essa diferença que faz com que a nossa construção, seja uma construção que leva em conta a diversidade para fortalecer a democracia.”, afirmou.
Além das posses, o evento também foi marcado por reconhecimentos especiais: lideranças da sociedade civil e da administração pública receberam homenagens pela contribuição ao fortalecimento do Conselho. Entre elas, Eliana Rolemberg foi celebrada pelo papel fundamental desempenhado na consolidação desse espaço. Na ocasião, também foram entregues certificados de Boas Práticas do MROSC, destacando experiências que reforçam a transparência e a inovação nas parcerias.
A CESE celebra mais essa etapa na história do CONFOCO e reconhece a dedicação de Eliana Rolemberg, que ao longo de 13 anos de atuação contribuiu decisivamente para a criação, implementação e consolidação do MROSC no Brasil e na Bahia. Sua presença garantiu que a voz das organizações da sociedade civil estivesse sempre presente, fortalecendo a democracia e abrindo caminhos para uma gestão pública mais participativa e transparente.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A CESE é a marca do ecumenismo na defesa de direitos. É serviço aos movimentos populares nas lutas por justiça. Parabéns à Diretoria e equipe da CESE pela persistência e compromisso, sempre renovado nesses cinquenta anos, de preservação da memória histórica na defesa da democracia em nosso país.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.