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Movimento Ecumênico perde uma Voz Potente e Profética em defesa da vida e do diálogo interreligioso na Bahia, o Pr. Djalma Torres
<strong><br>Movimento Ecumênico perde uma Voz Potente e Profética em defesa da vida e do diálogo interreligioso na Bahia, o Pr. Djalma Torres</strong>
23 de maio de 2020
O Movimento Ecumênico perdeu hoje, 23 de maio, uma Voz Potente e Profética em defesa da vida e do diálogo interreligioso na Bahia, o Pr. Djalma Torres.
Djalma Torres, natural de Itagi, Bahia, graduou-se em Teologia e em Ciências Sociais e especializou-se em História e Cultura da África e
Afrodescendência. Mestre em Teologia, pastoreou as Igrejas Batista da Graça (1970 a 1975) e Batista de Nazareth (1973 a 2007), em Salvador. Foi Presidente do Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão (CEPESC), do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), da Igreja Evangélica Antioquia e da Fraternidade de Igrejas Evangélicas do Brasil. Membro do Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, do Rio de Janeiro. Desenvolveu trabalhos na região de Canudos, como membro fundador e diretor do Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC). Publicou em 2011, a obra Caminhos de Pedra, livro que narrou a sua trajetória de vida e seu engajamento no movimento ecumênico, atuação que o aproximou do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Coordenadoria Ecumênica de Serviço(CESE) e Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI). Em 2012, recebeu o Prêmio Direitos Humanos, na Categoria Diversidade Religiosa pelas atividades realizadas em favor do ecumenismo e do diálogo interreligioso.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.