Ato Inter-religioso: Memorial Vivo às Vítimas da Covid-19.
22 de março de 2022
No dia 29 de março, Salvador completará 473 anos. Com a chegada da pandemia de Covid-19, a data ganhou um significado antagônico a qualquer comemoração: é que na sua véspera se completam dois anos da morte da primeira vítima do coronavírus na Bahia. Milhares outras vieram depois dela: mais de 29 mil no estado e de 656 mil no país. Neste período teve negacionismo, teve uso político e festa antes de ter vacina. Teve negligência, desrespeito. Por outro lado, teve sofrimento e luto.
E é por respeito a essas vítimas e solidariedade com suas famílias que as instituições inter-religiosas que integram a campanha #SilêncioPelaDor, o coletivo #RespiraBrasil, realizarão o Ato Inter-religioso “Memorial Vivo às vítimas da Covid-19”, na cidade de Salvador. A solenidade acontecerá no dia 29, às 11:00, no Parque São Bartolomeu e é organizado por CEBIC – Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs; CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço com apoio do FEACT – Fórum Ecumênico ACT Brasil.
A homenagem consiste no plantio de um Bosque de Árvores na área externa do parque, em memória de toda vida ceifada por este período tão obscuro. Devido à importância histórica e inter-religiosa do Parque, região que foi morada dos índios tupinambás, quilombo para os escravos fugindo dos engenhos de açúcar, o Memorial Vivo será constituído de uma árvore plantada por cada tradição religiosa que assim o desejar, onde se poderá prestar homenagem às vítimas da Covid-19.
Espera-se que o ato conte com representações de 8 religiões diferentes – candomblecistas, umbandistas, de espiritualidade indígena, espíritas, islâmica, judaicas e cristãs. A ideia é que cada religião seja representada por duas pessoas: enquanto uma delas realiza o plantio, a outra profere uma benção/oração que dialogue com a sua fé.
Bianca Daébs, reverenda da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Assessora para Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CESE, pontua que o Memorial Vivo é uma forma de mostrar para nossa cidade e para o Brasil que é possível o diálogo, o respeito à diversidade; é possível esperançar juntas por uma sociedade melhor.
“As sementes lançadas ao solo fazem memória das pessoas que partiram nesses dois anos de pandemia, as árvores abençoadas por cada tradição de fé que romperão o solo fértil do Parque de São Bartolomeu, simbolizam esse novo tempo, em que desejamos ver e sentir a vida florescer com alegria, esperança, coragem e fé!”, declara.
O Ato Inter-religioso “Memorial Vivo às vítimas da Covid-19” conta com apoio do mandato da vereadora Marta Rodrigues; do Parque São Bartolomeu; da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis) da Prefeitura de Salvador; e da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.